Prestar atenção nas placas de trânsito pode salvar vidas e evitar multas

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Prestar atenção nas placas de trânsito pode salvar vidas e evitar multas

Por segurança e empatia: placas e sinalização de trânsito devem ser obedecidas

Por Ana Flávia Silva, especial para a Tribuna

Elas estão por toda a parte, em quase todas as vias e esquinas, seja em formato horizontal ou vertical. As sinalizações de trânsito existem por um motivo: orientar o tráfego para torná-lo mais seguro. E não é de hoje, não, viu? No Brasil, elas foram adotadas com base nas definições da Convenção de Trânsito Viário, realizada em Viena, na Áustria, em 1968. De lá pra cá, claro, a comunicação viária foi ganhando mais e mais sinais, conforme o próprio trânsito se tornou mais robusto. 

Tipos, formatos e histórias

As sinalizações de trânsito podem ser de advertência, quando informam sobre condições perigosas, como curvas sinuosas; regulamentação, quando alertam sobre a proibição de estacionar ou restrição de vias; e ainda de indicação, quando indicam trajetos e distâncias. Em geral, é o descumprimento das orientações de placas de regulamentação que geram multas.

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Foi o que aconteceu com a bancária aposentada Elenize Cristina Augusto, dois anos atrás. Ela foi às compras no Mercado Municipal de Curitiba e se sentiu sortuda por encontrar uma vaga de estacionamento disponível. Colocou até a folha do EstaR, que na época era no formato de blocos de papel. Ao voltar, encontrou o agente de trânsito aplicando a multa ao carro.

“Eu fui falar com ele, mostrei que tinha deixado o EstaR e não entendia o motivo da punição. Foi aí que ele me mostrou uma baita placa de vaga exclusiva para carga e descarga”, recorda entre risos. Apesar de ser uma motorista cuidadosa, Elenize foi vítima da própria pressa: “eu não acredito que não enxerguei aquela placa. Desci do carro rápido e nem me dei conta”, complementa. 

Elenize não é a única a passar por esse tipo de situação. Aliás, além da imprudência, a falta de atenção à sinalização é um dos motivos para o registro de acidentes, como explica a superintendente de trânsito de Curitiba Rosângela Battistella. “O motorista infelizmente entra no automático e praticamente fica pensando só para onde vai, não presta muita atenção”. Talvez você se identifique com a análise da profissional: “isso acontece principalmente com o motorista que já é da cidade, já conhece as vias. Quem é de fora costuma usar mais as placas para se orientar”.

Mas até mesmo quem está acostumado com o trajeto ou locais onde estaciona pode se distrair. A coordenadora pedagógica Deolinda Figueiredo que o diga. “Eu era diretora de um colégio estadual e ao lado do núcleo regional de educação ficava o setor médico do funcionalismo público. Estacionei e fui ao núcleo para resolver minhas pendências. Só não vi que era uma vaga de ambulância”. Novamente, a pressa e o modo “automático” foram os causadores do incidente. 

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É para isso que a sinalização está lá. Para chamar atenção, mesmo quando o motorista estiver atarefado ou distraído. Em alguns casos, ela chega a ser dupla – melhor pecar pelo excesso. “A gente procura sempre fazer uma sinalização horizontal complementar, porque ela chama mais atenção, está na direção da circulação., como se fosse uma legenda da vida. A faixa amarela também costuma ser mais respeitada do que as placas de proibido estacionar”, revela Battistella. 

As regras da rua

Recentemente, Curitiba anunciou a mudança da velocidade em diversas ruas da cidade, com alteração dos equipamentos de fiscalização eletrônica. Desde então, novas placas têm sido instaladas. “A gente colocou placas mais chamativas, para as pessoas prestarem atenção. E a de velocidade também está na coluna do radar, para que a pessoa não se sinta desavisada”, diz Battistella.

As alterações podem deixar os motoristas confusos, especialmente quando há mais de uma informação sobre velocidade na mesma via. Mas, segundo a superintendente, há explicação. “O Código Brasileiro de Trânsito determina que a redução de velocidade seja feita sempre de forma gradativa. É uma questão de física, não pode reduzir bruscamente. Se você vem em uma via de 50 km/h, vai precisar diminuir para 40 km/h para chegar aos 30 km/h”. Ou seja: vai encontrar diferentes placas de limite de velocidade no caminho.

Sinais de empatia

Deolinda fica incomodada com falta de empatia do trânsito de Curitiba. Foto: Arquivo Pessoal

Se mesmo atento o motorista deixa de seguir as recomendações da sinalização, podem haver dois motivos: imprudência ou medo do julgamento de outros condutores. Nesse caso, a orientação de Battistella é categórica: “você tem que se preocupar em ser um bom motorista, em ser um motorista responsável, ser um exemplo”.

É, novamente, a necessidade da empatia nas ruas. Morando atualmente no interior de São Paulo, Deolinda afirma que o trânsito na capital paranaense é mais caótico do que o da capital paulista. “Por mais que São Paulo seja enorme, o trânsito é muito melhor que o de Curitiba. Até porque o curitibano não deixa carro nenhum passar na frente dele”.

Pensando nisso, vale a pena mudar a atitude e abastecer-se de empatia. 

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