Profissão que passa de pai para filho - Histórias de paixão pelo transporte coletivo

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Profissão que passa de pai para filho

Família Czaikowski está presente na rotina dos passageiros da Viação Tamandaré desde a década de 1980

Por Danielle Blaskievicz

Além do nome e do sobrenome cheio de consoantes, típico dos povos eslavos, Irineu Czaikowski Júnior, 44 anos, herdou do pai a paixão pela vida sobre rodas. Seu pai, Irineu Czaikowski – falecido em 2003 – atuou por quase 20 anos como motorista de ônibus na Viação Tamandaré, até se aposentar, e transmitiu aos filhos e aos netos o senso de responsabilidade e o comprometimento exigidos na rotina de quem está na boleia. Para eles, o trabalho é quase uma missão de vida e um legado para as novas gerações.

Irineu Júnior foi o primeiro a seguir os passos do pai na profissão. Com apenas 18 anos, começou a trabalhar como cobrador. Seis anos depois, assumiu a função de motorista. Hoje, já são 26 anos de idas e vindas diárias e muitas histórias registradas na memória.

Seu irmão, Marlon Czaikowski, 36; seu sobrinho, Guilherme Miguel Presidente, 33; e seu filho, Leonardo Henrique Czaikowski, 24, também decidiram seguir o mesmo caminho. “Meu pai criou oito filhos trabalhando na Viação Tamandaré. No meu caso, foi meu primeiro emprego. E é aqui que estou criando os meus três filhos também”, destaca Irineu Júnior, que além de Leonardo, é pai ainda do Erick e da Isabeli.

Parceria

Marlon, que também é motorista, conta com a parceria de Leonardo, que é cobrador na mesma linha em que o tio atua. “Apesar do parentesco, no dia a dia a nossa relação é bastante profissional”, afirma Marlon, que relata ter materializado um sonho de criança ao assumir a função de motorista. “Quando era criança, eu tinha uma frota de ônibus que era feita de caixas de ovos. Ali eu colocava o nome das linhas e falava para todo mundo que era a minha empresa de ônibus”, relembra Marlon.

Hoje, no entanto, a família Czaikowski é muito maior do que aqueles ligados pelos vínculos de sangue. Envolve os colegas de trabalho, que se tornaram amigos e irmãos de alma. Uma turma que, além da relação corporativa, comemora e se diverte junto. “Somos praticamente uma família, estamos sempre juntos, nas horas boas e ruins”, conta Irineu Júnior.

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