Família de motoristas e cobradores usam criatividade pra organizar festas e escalas

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Família cria formato diferenciado para celebrar as datas especiais

Irmãos e sobrinhos que trabalham juntos no transporte coletivo criam “marmita festiva” para quem está na escala na hora das festividades da família

Por Daniele Blaskievicz

Para quem trabalha com serviços essenciais, as festas de família, de final de ano e outras comemorações como aniversários e até o carnaval que está vindo por aí, têm um ritmo próprio, no melhor estilo “unidos do plantão”. Ou seja, quem está na escala, festeja da forma que é possível ou simplesmente abstrai o evento. É o que ocorre com profissionais da área da saúde, da limpeza pública, jornalistas, quem trabalha no transporte público, entre outras categorias indispensáveis à rotina de uma cidade. Tudo para não deixar a população na mão.

É o caso da família Carvalho, que tem cinco pessoas trabalhando nas empresas do grupo Melissatur – que reúne empresas como a Viação Tamandaré, Viação Antonina e Viação Campo Largo. Os irmãos Jair de Carvalho Junior, 33 anos; Solange Aparecida de Carvalho, 39; Joseane de Carvalho Branco, 42; além de Rafael, 25, e Ruan Felipe de Carvalho Branco, 24, ambos filhos de Joseane. Além deles, Marcia Regina de Carvalho, 44, trabalha em uma lanchonete do Terminal Cachoeira, em Almirante Tamandaré.

Com muito bom humor e jogo de cintura, eles improvisam para que todos se sintam presentes e possam aproveitar datas importantes como o Natal, Ano Novo e os aniversários de familiares. Tanto que criaram uma espécie de “marmitinha festiva”, algo que não pode faltar pra quem está na escala. “O trabalho é essencial, não dá para faltar. Então, nessas datas quem está trabalhando recebe uma marmitinha especial. É uma forma de estar junto com os demais”, explica Joseane.

Com tantos integrantes da família atuando na mesma empresa, Joseane, que é cobradora na Viação Tamandaré, conta que é impossível reunir todos no mesmo evento. Mas isso nunca foi problema eles, que permanecem unidos inclusive pelo trabalho. “No horário da folga da escala, levamos essa marmita para que a pessoa possa comer e também participar da festa”, relata Joseane, lembrando que a família construiu a vida trabalhando sobre rodas. “É um serviço que não pode parar”, afirma a cobradora, que se diz feliz por trabalhar perto de quem ama.

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